sinto falta de noites boas.
daquelas em que dormia de fio a pavio.
o tormento começa ao deitar, com a mais velha a não querer dormir invocando medos desconhecidos e suplicando pela presença de um adulto.
lágrimas grossas que lembra passados idos em que eu própria fugia para a cama da minha irmã.
e, quando tudo finalmente acalma, ao início da madrugada, quando tudo é silêncio lá fora e cá dentro só se ouvem os passos dos gatos, é a vez da mais nova.
pede leitinho e depois aconchego na nossa cama e não na dela.
não sei quanto tempo vou aguentar mais estas noites.
sinto falta de noites boas.
finanças
Vítor Gaspar tem em mim dois efeitos.
se, por um lado, quando o oiço, o seu discurso me faz sono (acho que não teria aguentado ser aluna do senhor sem nunca ter passado pelas brasas nas suas aulas), por outro, e o mais preocupante, é que aquilo que o seu discurso anuncia me tira realmente o sono...
se, por um lado, quando o oiço, o seu discurso me faz sono (acho que não teria aguentado ser aluna do senhor sem nunca ter passado pelas brasas nas suas aulas), por outro, e o mais preocupante, é que aquilo que o seu discurso anuncia me tira realmente o sono...
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coisas da vida
noites más
as minhas filhas são a minha razão de viver.
mas durmo pior agora do que quando elas eram recém-nascidas.
a manter-se este ritmo vou ter de ir ali fazer uma cura de sono e voltar!
mas durmo pior agora do que quando elas eram recém-nascidas.
a manter-se este ritmo vou ter de ir ali fazer uma cura de sono e voltar!
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coisa minhas,
coisas de nada
redescobri Sophia
Mar Sonoro
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
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coisas de nada
sonhos
entre muitas outras coisas:
eu gostava de fazer um curso de culinária.
eu gostava de fazer um curso de costura.
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coisas de nada
só hoje a árvore de natal foi desmanchada, com a M. a puxar e dessarumar tudo o que eram efeites.
com tosse, ranhos e choros à mistura, mas deu para dar uma arrumação à sala.
ela subia e descia o sofá. ela subia e descia a mesa. ela subia e descia a cadeira. pulava, dançava e cantava com o Panda na Tv. olhei e só as rosetas das bochechas denunciaram o seu estado: 38,8º de febre... e eu a pensar que já tinha cedido...
mais uma dose de aerossois, atrovent e ventilan um ben-u-run. leitinho e caminha. quando acordar será hora do antibiotico...
estou farta deste tempo!
com tosse, ranhos e choros à mistura, mas deu para dar uma arrumação à sala.
ela subia e descia o sofá. ela subia e descia a mesa. ela subia e descia a cadeira. pulava, dançava e cantava com o Panda na Tv. olhei e só as rosetas das bochechas denunciaram o seu estado: 38,8º de febre... e eu a pensar que já tinha cedido...
mais uma dose de aerossois, atrovent e ventilan um ben-u-run. leitinho e caminha. quando acordar será hora do antibiotico...
estou farta deste tempo!
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coisas da M.,
maleitas
vou espreitar o blogue e dizem-me do alto do ombro:
- isso ainda existe?
ISSO é o meu blogue e fiquei triste com a observação!
mas, a culpa é minha por isso tenho de retomar a escrita!
mais uma promessa, tantas vezes aqui repetida!
vamos ver se consigo cumprir...
- isso ainda existe?
ISSO é o meu blogue e fiquei triste com a observação!
mas, a culpa é minha por isso tenho de retomar a escrita!
mais uma promessa, tantas vezes aqui repetida!
vamos ver se consigo cumprir...
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