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o que me vai fazer mais falta é este tempo para mim. aquele que deixei de ter há perto de oito anos. aquele que deixei de ter quando fiquei mais completa. uma ou outra vez tinha tempo para mim. para as minhas coisas. mas ter tido tanto tempo para mim, fez-me bem. fez-me bem estar sozinha. gosto de estar sozinha, depois de estar tão preenchida pela família. fez-me bem passear. fez-me bem fotografar. gostava de ter podido usufruir (ainda) mais. os olhos não deixaram. a recuperação foi do catano. mas já está quase tudo bem. quase porque vou ter de andar, até ver, com o frasquinho das gostas atrás todo o santo dia e colocar o gel à noite. ficaram (ainda) mais sensíveis à luz. agora escrevo ao computador, e vejo televisão, de óculos escuros. ahh, e também conduzo com eles. de noite ou de dia.
mas, o que me vai fazer mais falta é este tempo para mim. agora que começava a usufruir em condições há o regresso ao trabalho. não o de casa, que esse foi sempre assegurado, mesmo pitosga.
vou ter de fazer um esforço, porque quero mesmo fazer esse esforço, e não deixar de ter tempo para mim. vou ter de me organizar (o mais difícil). mas vou ter mesmo de o fazer. porque para o tempo delas, da família, ser melhor, não me posso esquecer que tenho de ter tempo para mim.
mas, o que me vai fazer mais falta é este tempo para mim. agora que começava a usufruir em condições há o regresso ao trabalho. não o de casa, que esse foi sempre assegurado, mesmo pitosga.
vou ter de fazer um esforço, porque quero mesmo fazer esse esforço, e não deixar de ter tempo para mim. vou ter de me organizar (o mais difícil). mas vou ter mesmo de o fazer. porque para o tempo delas, da família, ser melhor, não me posso esquecer que tenho de ter tempo para mim.
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coisa minhas,
coisas de nada
decoração simples
descobri site Gecko no facebook. tem ideias fantásticas. muitas delas utilizam os seus produtos: autocolantes. outras são reutilizações de objetos tão simples como gavetas, caixas de fruta, cabides...
vou colocar em prática algumas! a primeira vai ser fazer umas parteleiras para o quarto delas com as caixas da fruta! a ver vamos como ficará!!
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coisa minhas,
coisas de nada
rabiga*
divido-me entre o corrigir e o deixar andar. logo, logo vai dizer bem a palavra e eu vou ter saudades.
há outras mais em que troca o lugar das sílabas, mas esta é a minha preferida!
tenho de gravar em som para mais tarde recordar!
esta e a forma como diz mickey mouse! é de chorar a rir.
*barriga
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coisas da M.,
coisas de nada
carnaval
já gostei mais do dia do que atualmente. das máscaras, dos bailaricos, dos corsos. deve ser da idade. ou então das mil e uma mudanças da A. em relação ao que quer vestir...
apesar de tudo, continuo a achar piada às máscaras e fatiotas que durante, mais ou menos, três dias desfilam pelas ruas e escola.
este ano o carnaval vai durar menos tempo. ok que não é feriado, nunca foi. mas a terça-feira era um dia em que as pessoas saiam à rua para se divertir. para se despedir das palhaçadas propriamente ditas até ao ano seguinte.
não percebo nada de economia. mas cá para mim não se ganha nada em obrigar as pessoas a ir trabalhar. acabar com tradições. com festas que atraem milhares de pessoas. acho que isso faz mexer a economia, mas lá está, eu não percebo nada de economia...
ahh, e também se devem ganhar muito em tornar as pessoas, ainda, mais deprimidas...
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coisa minhas,
coisas de nada
dos assaltos
aqui está algo que a mim não poderia acontecer nunca:
- ficar sem um brinco de brilhantes, um relógio de quatro mil euros e os oito mil que estavam na carteira...
eu sei que não sou jogador da bola e ainda bem. pelos vistos o Quaresma não estava bem acompanhado na zona J onde foi assaltado.
estudei nos Olivais-Chelas e nunca, mas nunca tive problema nenhum. e por vezes até ia perto da zona J que dizem não é bem frequentada.
pois bem, a única vez que fui assaltada, mais propriamente o meu querido carr, foi em Lisboa, muito perto da Maternidade Alfredo da Costa. deixei o carro estacionado, fui jantar e quando voltei tinha o carro todo remexido.
está agora a fazer anos porque foi na altura dos saldos. levaram-me o que tinha comprado e estava na bagageira.
levaram-me os meus óculos Armani - que estupidamente deixei no tablier - e que acho que foram o chamariz.
pior de tudo, foi que a fechadura do lado do pendura ficou completamentefod.. lixada e teve de vir uma outra de França, pois que estamos a falar do Twingo mais lindo do mundo.
- ficar sem um brinco de brilhantes, um relógio de quatro mil euros e os oito mil que estavam na carteira...
eu sei que não sou jogador da bola e ainda bem. pelos vistos o Quaresma não estava bem acompanhado na zona J onde foi assaltado.
estudei nos Olivais-Chelas e nunca, mas nunca tive problema nenhum. e por vezes até ia perto da zona J que dizem não é bem frequentada.
pois bem, a única vez que fui assaltada, mais propriamente o meu querido carr, foi em Lisboa, muito perto da Maternidade Alfredo da Costa. deixei o carro estacionado, fui jantar e quando voltei tinha o carro todo remexido.
está agora a fazer anos porque foi na altura dos saldos. levaram-me o que tinha comprado e estava na bagageira.
levaram-me os meus óculos Armani - que estupidamente deixei no tablier - e que acho que foram o chamariz.
pior de tudo, foi que a fechadura do lado do pendura ficou completamente
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coisa minhas,
coisas da vida,
coisas de nada
são surreais as coisas que se ouvem dizer no parlamento...
e são estes "senhores" que nos (des)governam. que vergonha.
e são estes "senhores" que nos (des)governam. que vergonha.
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coisas de nada
perfumes da minha vida
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coisa minhas,
coisas de gajas,
coisas de nada
se eu não fosse uma gaja tão desorganizada não me tinha esquecido onde escondi duas prendas que o Pai Natal acabou por não trazer...
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coisa minhas,
coisas de gajas,
coisas de nada
anjinhos de Natal
há três anos que o nosso Natal tem mais magia, graças à @na pois foi ela quem nos apresentou os Anjinhos de Natal:
Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas empresas ajudam a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas e com o apoio das assistentes sociais nas escolas. Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão com o pedido da prenda.
O anjinho é o cartão onde vem mencionado a idade e o presente da criança em causa; um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho e no email onde recebem a informação.
Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 15 de Novembro e a data de entrega dos presentes será feita até ao dia 30 de Novembro nos locais mencionados.
já 'conheço' os anjinhos deste ano e a nossa árvore vai voltar a ficar mais rica com a presença dos anjinhos.
em tempos de crise não custa nada, ou não custa assim tanto, poder fazer feliz mais duas crianças que não as minhas.
Os anjinhos são crianças desfavorecidas, às quais o Exército de Salvação, com a nossa participação e de colaboradores de muitas empresas ajudam a ter um Natal mais alegre. As crianças mais carenciadas são seleccionadas pelo Exército de Salvação, que faz a pesquisa no terreno junto das famílias mais necessitadas e com o apoio das assistentes sociais nas escolas. Depois de seleccionados os nomes e idades das crianças são colocados num cartão com o pedido da prenda.
O anjinho é o cartão onde vem mencionado a idade e o presente da criança em causa; um brinquedo e um fato de treino para a idade. Todos os anjinhos correspondem a uma criança específica, por esse motivo em todos os presentes deve ser colocado o número correspondente à criança, este número vem mencionado no cartão-anjinho e no email onde recebem a informação.
Estes pedidos devem ser feitos no máximo até dia 15 de Novembro e a data de entrega dos presentes será feita até ao dia 30 de Novembro nos locais mencionados.
já 'conheço' os anjinhos deste ano e a nossa árvore vai voltar a ficar mais rica com a presença dos anjinhos.
em tempos de crise não custa nada, ou não custa assim tanto, poder fazer feliz mais duas crianças que não as minhas.
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coisas da vida,
coisas de nada
verão e outono
sou míuda de verão. não sei se por ter nascido na estação, mas sou míuda de verão.
este outono está a ter mais de verão que propriamente da estação que lhe dá nome. e assim, este ano, as minhas estações preferidas estão mais perto uma da outra.
no verão há praia. mergulhos de mar. areia a escaldar porque os chinelos aleijam. redes que trazem os peixes quando o sol se começa a pôr (lembro-me como se fosse ontem, de eu e o meu pai vermos os peixes prateados a saltar na areia molhada e tentarmos adivinhar-lhes os nomes). bolas de berlim com creme. cornetos de morango. amoras das silvas do cimo da ladeira, quase junto à eira onde o milho secava depois de espontado. banhos de mangueira no quintal. muito rápidos, antes que a água fosse acabaar pois era hora de chegar toda a gente a casa. melão fresquinho. morangos. uvas morangueira da latada que fazia sombra sobre a mesa das refeições. sestas para retemperar energias. mergulhos no mar. e praia.
mas, o outono que -só - agora começa também me encanta.
a palete de cores nas árvores. entre os laranjas, castanhos e amarelados. o carro das castanhas a fumegar e a trazer o cheiro até nós quando o vento está de feição. aquela brisa fresquinha de manhã e à noite que obriga a um casaco mais forte. as primeiras chuvas. o cheiro da terra molhada. o sol de fim de tarde (exceto quando se conduz). as torradas inundadas de manteiga que se começam a comer. o cacau quente, quase que a chamar o frio do inverno. o cheiro da praia que agora passa a ser diferente. e podia escrever tantas coisas mais...
este outono está a ter mais de verão que propriamente da estação que lhe dá nome. e assim, este ano, as minhas estações preferidas estão mais perto uma da outra.
no verão há praia. mergulhos de mar. areia a escaldar porque os chinelos aleijam. redes que trazem os peixes quando o sol se começa a pôr (lembro-me como se fosse ontem, de eu e o meu pai vermos os peixes prateados a saltar na areia molhada e tentarmos adivinhar-lhes os nomes). bolas de berlim com creme. cornetos de morango. amoras das silvas do cimo da ladeira, quase junto à eira onde o milho secava depois de espontado. banhos de mangueira no quintal. muito rápidos, antes que a água fosse acabaar pois era hora de chegar toda a gente a casa. melão fresquinho. morangos. uvas morangueira da latada que fazia sombra sobre a mesa das refeições. sestas para retemperar energias. mergulhos no mar. e praia.
mas, o outono que -só - agora começa também me encanta.
a palete de cores nas árvores. entre os laranjas, castanhos e amarelados. o carro das castanhas a fumegar e a trazer o cheiro até nós quando o vento está de feição. aquela brisa fresquinha de manhã e à noite que obriga a um casaco mais forte. as primeiras chuvas. o cheiro da terra molhada. o sol de fim de tarde (exceto quando se conduz). as torradas inundadas de manteiga que se começam a comer. o cacau quente, quase que a chamar o frio do inverno. o cheiro da praia que agora passa a ser diferente. e podia escrever tantas coisas mais...
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coisa do tempo,
coisa minhas,
coisas de nada
cacahuetes
devorou o pacote que comprei, meio às escondidas, depois de saber que podia comer...
- a sério mãe?! ai se eu soubesse que podia... o T. levava para a escola e eu só cheirava. cheiram tão bem.
(agora é comprar e esconder no armário, já que há outra fã de cacahuetes cobertos de chocolate lá em casa)
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coisa da A.,
coisas de nada,
coisas doces
noites más
as minhas filhas são a minha razão de viver.
mas durmo pior agora do que quando elas eram recém-nascidas.
a manter-se este ritmo vou ter de ir ali fazer uma cura de sono e voltar!
mas durmo pior agora do que quando elas eram recém-nascidas.
a manter-se este ritmo vou ter de ir ali fazer uma cura de sono e voltar!
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coisa minhas,
coisas de nada
redescobri Sophia
Mar Sonoro
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
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coisas de nada
sonhos
entre muitas outras coisas:
eu gostava de fazer um curso de culinária.
eu gostava de fazer um curso de costura.
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coisas de nada
vou espreitar o blogue e dizem-me do alto do ombro:
- isso ainda existe?
ISSO é o meu blogue e fiquei triste com a observação!
mas, a culpa é minha por isso tenho de retomar a escrita!
mais uma promessa, tantas vezes aqui repetida!
vamos ver se consigo cumprir...
- isso ainda existe?
ISSO é o meu blogue e fiquei triste com a observação!
mas, a culpa é minha por isso tenho de retomar a escrita!
mais uma promessa, tantas vezes aqui repetida!
vamos ver se consigo cumprir...
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coisas de nada
e
se alguém ainda aqui vier espreitar...
FELIZ NATAL!!
acho que estou à espera do magalhães da miuda para ver se sou mais assídua aqui no blog
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