elas pulam lá dentro na cama e as gargalhadas ecoam pela casa.
de tal maneira que os gatos vieram para a minha beira tal é a excitação.
é tão bom ser pequenino e não entender patavina do que acontece no país e lá fora...
(a maior já sabe que o pai Natal não vai, novamente, poder trazer muitos brinquedos aos meninos, e até já combinámos em dar aqueles com que ela não brinca mais: mas deixamos a M. escolher alguns para ela, disse).
da Suécia
chegou o prémio nobel da literatura.
para Tomas Transtromer. aos 80 anos.
entre outros, escreveu este sobre a minha Lisboa.
LISBOA
No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas subidas.
Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos.
... ... Eles acenavam através das grades.
Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados!
"Mas aqui", dizia o revisor e ria baixinho, maliciosamente,
"aqui sentam-se os políticos". Eu vi a fachada, a fachada, a fachada
e em cima, a uma janela, um homem,
com um binóculo à frente dos olhos, espreitando
para além do mar.
A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma dama de Lisboa:
Isto é real, ou fui eu que sonhei?
(retirado da net. tradução de Luis Costa)
para Tomas Transtromer. aos 80 anos.
entre outros, escreveu este sobre a minha Lisboa.
LISBOA
No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas subidas.
Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos.
... ... Eles acenavam através das grades.
Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados!
"Mas aqui", dizia o revisor e ria baixinho, maliciosamente,
"aqui sentam-se os políticos". Eu vi a fachada, a fachada, a fachada
e em cima, a uma janela, um homem,
com um binóculo à frente dos olhos, espreitando
para além do mar.
A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde, perguntei a uma dama de Lisboa:
Isto é real, ou fui eu que sonhei?
(retirado da net. tradução de Luis Costa)
tradições
ainda existem.
se eles entram cá em casa, é certo que ocupam a minha cabeça sem pedir qualquer tipo de licença.
tem sido sempre assim. desde que me lembro de ser gente.
basta entrarem na casa onde habito, para virem habitar o meu cocuruto.
espero bem que tenham sido exterminados à primeira.
a A. chegou ao ponto de achar melhor cortar o cabelo...
eu não o queria fazer ao meu, mas se tiver de ser...
ah, e ainda dizem os especialistas que eles não gostam de cabelos pintados! o que se provou ser falso!
sangue doce. dizem que é o meu problema.
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bichos
Demência
quanto está mais severa, custa. custa muito. custa ver aqueles olhos azuis baralhados, perdidos. uma voz que diz a mesma coisa vezes sem conta. sem perceber que se está a repetir. e nós, sem podermos fazer nada. nada a não ser minimizar a perda, porque dai a um momento, a mesma voz que estava perdida, encontra-se e não se lembra do que se passou.
não é alzheimer, nem parkisson. os primeiros diagnósticos pensados. anda lá perto, demasiado perto. tão perto que pode lá chegar.
e chegou de forma tão silenciosa.
é como diz o artigo: temos ainda grandes dificuldades em diagnosticar a doença em fases pré-simptomáticas o que complica qualquer tipo de estratégia terapêutica neuroprotectora.
"Alzheimer pode-nos fazer esquecer como indivíduos mas como sociedade não nos podemos esquecer dela"
porque hoje se assinala o dia internacional da alzheimer e neste "andar" também se fala de coisas sérias
cacahuetes
devorou o pacote que comprei, meio às escondidas, depois de saber que podia comer...
- a sério mãe?! ai se eu soubesse que podia... o T. levava para a escola e eu só cheirava. cheiram tão bem.
(agora é comprar e esconder no armário, já que há outra fã de cacahuetes cobertos de chocolate lá em casa)
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coelho branco
"Era uma vez uma menina que se chamava Alice. Numa tarde de verão, depois do almoço, Alice adormeceu e teve um sonho muito estranho. Viu um Coelho Branco, que corria e repetia sem parar:
- Vou chegar tarde, vou chegar tarde!"
e está aberta a época oficial do corre-corre.
ainda não há atividades extra (ainda não foram escolhidas), mas o ritmo das férias acabou.
agora há horários para cumprir e voltam as rotinas que teimam em aparecer, todos os anos, por esta altura...
ainda não vi os carrinhos das castanhas assadas a fumegar, mas acho que também não deve faltar muito...
ah e isto quando ainda não me despedi da praia e do verão...
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