e o mundo é uma bola de algodão, que está na nossa mão, e fica bem melhor se tu sorrires!
e o mundo é uma bola de algodão, que está na nossa mão, fazer feliz!


Demência



quanto está mais severa, custa. custa muito. custa ver aqueles olhos azuis baralhados, perdidos. uma voz que diz a mesma coisa vezes sem conta. sem perceber que se está a repetir. e nós, sem podermos fazer nada. nada a não ser minimizar a perda, porque dai a um momento, a mesma voz que estava perdida, encontra-se e não se lembra do que se passou.

não é alzheimer, nem parkisson. os primeiros diagnósticos pensados. anda lá perto, demasiado perto. tão perto que pode lá chegar.
e chegou de forma tão silenciosa.
é como diz o artigo: temos ainda grandes dificuldades em diagnosticar a doença em fases pré-simptomáticas o que complica qualquer tipo de estratégia terapêutica neuroprotectora.

"Alzheimer pode-nos fazer esquecer como indivíduos mas como sociedade não nos podemos esquecer dela"

porque hoje se assinala o dia internacional da alzheimer e neste "andar" também se fala de coisas sérias

cacahuetes


devorou o pacote que comprei, meio às escondidas, depois de saber que podia comer...
- a sério mãe?! ai se eu soubesse que podia... o T. levava para a escola e eu só cheirava. cheiram tão bem.
(agora é comprar e esconder no armário, já que há outra fã de cacahuetes cobertos de chocolate lá em casa)
está a acabar

se alguém se quiser chegar à frente...

coelho branco

"Era uma vez uma menina que se chamava Alice. Numa tarde de verão, depois do almoço, Alice adormeceu e teve um sonho muito estranho. Viu um Coelho Branco, que corria e repetia sem parar:

- Vou chegar tarde, vou chegar tarde!"




e está aberta a época oficial do corre-corre.

ainda não há atividades extra (ainda não foram escolhidas), mas o ritmo das férias acabou.

agora há horários para cumprir e voltam as rotinas que teimam em aparecer, todos os anos, por esta altura...


ainda não vi os carrinhos das castanhas assadas a fumegar, mas acho que também não deve faltar muito...

ah e isto quando ainda não me despedi da praia e do verão...

noites sem dormir

sinto falta de noites boas.
daquelas em que dormia de fio a pavio.
o tormento começa ao deitar, com a mais velha a não querer dormir invocando medos desconhecidos e suplicando pela presença de um adulto.
lágrimas grossas que lembra passados idos em que eu própria fugia para a cama da minha irmã.
e, quando tudo finalmente acalma, ao início da madrugada, quando tudo é silêncio lá fora e cá dentro só se ouvem os passos dos gatos, é a vez da mais nova.
pede leitinho e depois aconchego na nossa cama e não na dela.
não sei quanto tempo vou aguentar mais estas noites.
sinto falta de noites boas.

finanças

Vítor Gaspar tem em mim dois efeitos.
se, por um lado, quando o oiço, o seu discurso me faz sono (acho que não teria aguentado ser aluna do senhor sem nunca ter passado pelas brasas nas suas aulas), por outro, e o mais preocupante, é que aquilo que o seu discurso anuncia me tira realmente o sono...

noites más

as minhas filhas são a minha razão de viver.
mas durmo pior agora do que quando elas eram recém-nascidas.
a manter-se este ritmo vou ter de ir ali fazer uma cura de sono e voltar!
preciso de voltar a sentir emoção pela escrita

redescobri Sophia

Mar Sonoro

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,

A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen